<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2965509</id><updated>2011-04-21T15:40:05.776-03:00</updated><title type='text'>Escritor</title><subtitle type='html'>Este blog é feito de textos de livros que vou escrevendo e alguns pensamentos que tenho nos intervalos: alguns são legais, outros meio bobos, alguns profundos, outros nem tanto, uns simpáticos, às vezes o inverso; enfim, nada além do que sou


&lt;A HREF="mailto:ricardr@ig.com.br"&gt;Ricardo&lt;/A&gt;




&lt;A HREF="http://www.rocharias.blogspot.com"&gt;Dias&lt;/A&gt; de um Escritor

&lt;A HREF="http://www.rocharics.blogspot.com"&gt;Escritos&lt;/A&gt;

&lt;A HREF="http://www.rocharis"&gt;UltimoHomem&lt;/A&gt; 

</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://rocharicr.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2965509/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rocharicr.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935224292363316535</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2965509.post-90291286</id><published>2003-03-07T05:39:00.000-03:00</published><updated>2003-03-07T05:39:55.233-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://rocharias.blogspot.com"&gt;Blog&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bauh.blogspot.com"&gt;Arquivos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://rocharics.blogspot.com"&gt;Cânticos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ultimohomem.hpg.com.br"&gt;O_Ultimo_Homem&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.primeiroscapitulos.hpg.com.br"&gt;Primeiros_capitulos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://br.photos.yahoo.com/bc/ricardrbr/lst?.dir=/Fotos+para+um+Blog&amp;.view=t"&gt;Álbum&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://geocities.yahoo.com.br/ricardrbr/O_Poema_da_Memoria.html"&gt;Poema_da_memória&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2965509-90291286?l=rocharicr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2965509/posts/default/90291286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2965509/posts/default/90291286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rocharicr.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90291286' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935224292363316535</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2965509.post-3508497</id><published>2001-05-05T15:27:00.000-03:00</published><updated>2001-05-05T15:29:32.996-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;A tradição&lt;/b&gt; determinava que a vila de X, no litoral, exuberante, jovem em flor, com sua orla marítima plena de curvas como os versaletes no diário de uma adolescente, fixasse nos que chegavam com a rodovia,  uma cinese particular, em que o vento soprava sempre sobre as tardes, balançando as primaveras (ali chamadas “boganvilles”) no forte calor infestado de maribondos, pouco o amenizando. A aura era a de séculos de hábitos femininos dissolutos; o espírito, dos vendilhões que, no século XIX, viviam do tráfico de escravos. Desde a estudante à vendedora de balcão, da filhinha-de-papai à fugitiva de seu lar, da turista adolescente à radicada madura, as mulheres dali tinham essa essência que as resumia, uma sensualidade mais vulgar que erótica, a ciência dos movimentos da lassidão. Os homens de X, tendo na indolência o paralelo, achavam por bem que a principal fonte de recursos local deveria ser não a pesca, nem o artesanato de conchas, mas o turismo. A maioria, dos que moravam ali os anos inteiros, vivia em função da temporada de férias, culminando no carnaval. Alguns entretanto, diferentes, eram indiferentes ao verão – e a temporada os incomodava. Era o caso da Senhora Lens, pintora em cuja paleta durante esse período ensolarado e poluído subsistia grande simplicidade, contrastando com o viço das cores do resto do ano, quando eram produzidos, com inspiração no cenário natural do lugar sem os turistas, quadros brilhantes que a crítica confirmava como tal. Era o meu caso. O brilho literal, eu o via quando o ônibus chegou. Ao descer dele, o vilarejo vivia em solo arenoso de mulheres requebrantes e rudes pescadores. Antes, aos olhos de certa distância, havia na luminosidade um lirismo sensual, que se perderia no crepúsculo, por que X não dependia na verdade do turismo, mas da luz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que estou começando aí, quando já tenho mais de 30, uma autobiografia? Bem, é uma referência importante. E digo por que: Essa vizinhança de nativos em seus casebres e donos de mansões para aluguel nos meses de verão acumulou-se numa mistura estranha, acrescentando à atmosfera de maledicência da província um quê da perversa liberalidade da capital – exatamente do que eu fugia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acabara de voltar da Europa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora para lá em 1988, em plena época da CEE, vale dizer, do ingresso de Portugal e Espanha na Comunidade Européia dos 12. Por outro lado, era também o auge do Plano Cruzado II – O fracasso, quando as condições econômicas no Brasil já não permitiam sonhar muito. Então, como a obrigatoriedade de diploma ainda era uma modernização não vigente por lá, eu fui, cheio de ilusões. Aliás, elas em princípio até meio que vingaram. Conheci alguns jornalistas estrangeiros e cobri alguns eventos por conta, resultando em boas matérias. Vendi, por exemplo, o incêndio do Chiado, o qual apanhei em pleno flagrante, às 4 da manhã, quando o fogo começava, como se a cidade fosse uma maquete a que alguém jogara talco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era divorciado, tinha dois filhos, que não queriam saber de mim, bem orientados pela mãe. Quer dizer, na época eu pensava isso. Hoje, sei que não merecia muito mais, fui um pai bem relapso mesmo; e, ainda que não sirva de atenuante, bom, não se poderia esperar muito mais de quem se casou aos 19, e ainda com essa idade foi pai, sendo a mãe da criança 8 anos mais velha. Mas, ainda assim, o casamento durou 6 anos, e acho que foi um tempo legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, foi a vida só caiu de pau em cima. De uma estabilidade profissional invejável – trabalhara, com menos de 26 anos, na Universidade de Brasília (contratado como Escriturário, mas era de fato professor e bibliotecário), no Ministério da Educação e no Tribunal de Contas da União,  passei a uma total instabilidade, onde fazia de tudo sem que nada me satisfizesse ou compensasse pelo menos financeiramente, profissionalmente; da paz de recém-saído de uma Casa de Recuperação para viciados Evangélica, para o negror da maior angústia.  Mas essa época que afinal coincidiria com o final do casamento, foi também a que me deu, profissionalmente, a grande chance. Porque, desde pequeno, eu sonhava ser alguma coisa relacionada à mecânica, até meu teste vocacional deu isso. Muito bem. E, eu, que até ali só fizera trabalhos burocráticos, ou quase isso, passei a fazer algo relacionado sim à mecânica – bem relacionado, aliás, passei num concurso para Artífice Especial Mecânico na Rede Ferroviária Federal de Curitiba. Isso era, sei lá, acho que 1978. Pois bem, tinha casa própria, uma família legal, respeito dos vizinhos, boa reputação – tsc, tsc... E fui por tudo a perder... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, uma noite a gente sentou, conversou, e eu e minha esposa decidimos que era melhor separar. Ai... Eu não sabia o que me esperava. Pedi demissão da Rede (foi mais difícil sair que fora entrar) e me mandei pra Sampa, na época em que era mesmo “Sampa”, aquela da esquina entre Ipiranga e São João, novos baianos etc. Nossa, que barra! Essa tal esquina, era toda santa noite, uma peregrinação, não, nada a ver, a fauna era bem cheias de contrastes, admitindo um pobre funcionário do Hospital Municipal, heterossexual sem ter onde ficar e sem aonde ir, 27 anos, morador da Liberdade – a ironia aqui será insistente na minha vida, pois de novo em Lisboa, em situação semelhante, moraria também nos arredores da Liberdade de lá, a avenida (em SP é um bairro). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, minha vida virou de ponta-cabeça. Trabalho em si, não faltava. Mas era assim, salário baixo, morando em cortiço, sozinho e sem grana pra uma saída (às vezes, só de chato, eu conseguia descolar algum e ia bem faceiro, flor na lapela e tudo, e como se tudo estivesse bem a algum cine de shopping (lembro de ter visto “The Rose” – Beth Midler – lá no Iguatemi). Mas era tudo muito negro. Quando saí da tal casa de Recuperação – em Brasília, 1974, o pessoal apostava em mim como pastor, mas desapontei-os todos, saí como missionário, digamos, independente (essa a minha glória e maldição). Só que, na volta, necas de guarida nas assim chamadas denominações religiosas.  Onde eu me batizara, num rio? E quem podia testemunhar, colegas de vício? E que pastor? Havia um, mas eu esquecera o nome, mas mesmo que não houvesse... Não teve jeito. A marginalização começara. Apenas começara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano seguinte, estava faminto por uma cidade do interior, eu sempre saía assim sem destino pra ver como ficava, e entrei num jornal. O dono me disse: Ta vendo essa matéria aqui? Era sobre a disputa entre Ademar e Jânio salvo erro pro Governo de São Paulo. Não me peçam precisão, mas é um fato. Ademar o filho (o pai eu conhecera também, no tempo das vacas gordas, minha infância, à beira da piscina da casa de um tio. É isso, creio. O problema é que na época minha memória já estava um tantinho afetada pela droga). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse jornal, então, entrei e, a pedido do dono e editor, refiz a matéria, dando indecente conotação pró-ademar, como me fora pedido (o dono do jornal era amigo de partido do Ademar). Aí ele me leu e disse Ok, pode começar amanhã. Tem onde dormir? Eu não tinha, ele foi lá na pensão e pagou um quarto pra mim. Quando estava indo de manhã pro jornal, aquilo que eu pensara ser um teste estava na primeira página! Um editorial! Brincadeira, pensei. Sou um jornalista! É, porque minha esposa é quem alimentava esse sonho, pelo qual cursava a Faculdade. No fim, virou dona-de-casa. E eu... Foram alguns bons anos, indo no cinema de graça pra fazer a resenha, essa é a melhor parte. Filmes inesquecíveis eu via de graça e tendo o luxo de poder ganhar para comenta-los no dia seguinte. Ouvia um disco, “Infidels”, do Bob Dylan (é, o mesmo que ganhou o Oscar ontem, pasmem), e corria pra redação comentar. E conheci a chamada realização profissional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1987, estava num jornal de São José dos Campos, editava a página internacional do ValeParaibano, outra vez, conseguira reputação, era gostado das pessoas, respeitado pelo meu trabalho. Uma vez seis revisores – quando era gente e não um programa corretor quem revisava – fizeram greve; o dono jogou pesado e falou em manda-los embora. Eles fincaram pé. Aí, de noite, o jornal saindo, e só o João, bom amigo, pra revisar tudo, três cadernos, inclusive os classificados. Ele desceu lá na editoria internacional, o bom e velho telex tiquetaqueando legal diretamente da Agência Estado, e me pediu pra ir ajuda-lo. Eu? Substituir seis? Ce ta brincando... Tava nada! Pediu pro meu editor-chefe, que me substituiu, na verdade fez o titular daquela secção assumir a minha pequena parte. Eram seis da tarde. Meia-noite, tudo rodando, ainda faltavam algumas páginas passar pela Olheria (pros mais novos, era a revisão da revisão, feita já sobre o past-up pronto). E o João sozinho. Quer ajuda? – arrisquei, temeroso, mas era um desafio! Ele quis. E lá pelas três, comemorávamos junto aos pacotes saindo para os jornaleiros, e fomos, é claro, fumar unzinho e tomar a cerveja então de lei.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta dessa época, peguei um ônibus e fui parar em Piuhmi, uma cidade de Minas, perto de Passos. Longa história. É que onde eu morava, havia uma moça de lá, e me disse por que eu não ia descansar na roça, parecia tão estressado. Na verdade, estava. O jornal era isso, dava uma baita realização pessoal mas consumia todas as energias. E eu fui. E, coisa de doido, achei um barato ficar para a chamada “panha”, a colheita de café, que mobilizava a cidade toda e mais um monte de forasteiros. Dava um grana legal, mais que qualquer jornal, mais até que o Serviço Público, que a rede – só que era, claro, um trabalho sazonal, digamos. Fim de safra, cabado. Aí, só no ano seguinte. E, quando acabou, e eu quis voltar, aí dei de cara com a movimentação pela Obrigatoriedade do Diploma. Já davam como certo. Eu teria que fazer um provisionamento – coisa bem manipulada por sindicatos e quetais. De qualquer forma, eu (achei), era melhor o exterior. Tava todo mundo indo pra Europa, principalmente Portugal, e fui.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, digressionando assim, chegamos na Espanha em 1989. No metrô, que dava uns mapinhas pros usuários (era um labirinto lindo), escrevi no verso de um para uma moça no Brasil, de Joinville. A partir daí, começamos a nos corresponder. Bem, no meio tempo, haverá toda uma complicação afetiva. Uma moça, portuguesa, me hospeda, eu consigo enfim em trabalho regular, ela queria casar. Mas, com a mesma precipitação que parti do Brasil, agora queria voltar. E quando eu quero... Fui na Embaixada, o bondoso Costa e Silva, Dr. Alberto, o embaixador (não troquei o nome dele, espero), consegue, via Proust (que ele e eu adorávamos) um lugar na cabina do armador do navio do Loyd. E deixei as novas promessas européias e voltei às velhas incertezas brasileiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia se dizer que eu procurava mesmo a insegurança. De fato, quando adolescente, minha bíblia era o livro do Allan Whatts “A sabedoria da Insegurança:”, que faz a apologia de uma filosofia de vida parecida, de não se acomodar ao que pareça seguro, algo assim. E eu seguia ao pé da letra. De Lisboa ao Rio, e, em 1993, estou morando em São Cristóvão, fazendo frilas de ghost-writer porque não conseguia emprego – jornalismo agora, depois da Constituição de 88, sem diploma nem registro, nem pensar. Agora, estou de novo casado, pelo menos morando com, estou educando uma menina, que não é minha filha mas amo como se fosse. E aí, quem quer me ver? Meu filho! Está com 17 anos, quer fazer vestibular, não tem onde ficar no Rio, quer fazer pra UERJ. Poderia ficar lá em casa? Laudde, minha mulher, achou a idéia ótima, Eugenia, a filha, também, e eu, bem, era minha chance de resgatar o passado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele morou conosco dois anos. Fez e passou no vestibular. Arrumou emprego e estava bem. Aí... Chegamos de volta à vila de X. Eu havia ido por um projeto louco, de uma editora de livros de bolso, liderado por um cara conceituado no ramo – está no Guinnes. Topei e nos mudamos, sem o meu filho, que ficou.  Mas o plano de um pólo de livros de bolso não está propriamente indo bem. Eu e o guinnesiano discordamos. Coisa brava. E, quando ia realmente ficar quente, com direito a advogado etc e tal, bem, aí surge um bom homem, o sr. Almor, dono da BCL edições. Quer comprar meus originais. O primeiro que comprou, e não pôde publicar, é esse aí no link “Escritos”, “O último homem”. Um título que tem muito a ver com o próprio Almor, um cara de palavra, um cara de caráter, enfim, uma cara... morto... Pois é, em plenos preparativos de uma nova editora, ele sim, levando tudo ali nos conformes – eu entraria com os textos ele com a grana, a princípio, depois seria uma porta pro pessoal de talento que anda por aí esquecido em favor dos Paulos Coelhos e diplomas, enfim, passou desta pra melhor e me deixou na pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, eu lembrei da época anterior, quando fazia os frilas sendo só um serviço de texto, fui pra capital e recomecei. Quer dizer, não foi assim “recomecei”.  Mas, aos poucos,  o trabalho, amigos, que mais poderia querer? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, viver de direitos autorais. Quem sabe um dia.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou com aquela moça de Joinville mencionada e sua filha hoje mora na cidade mas num bairro distante, tem sua própria vida. Tenho bons amigos, mas poucos – e inimigos: consigo não ter os chamados “conhecidos”. Aí, um dia, comprei a Revista da web por causas de emprego e li a reportagem dos blogs. Achei legal. Hoje mesmo recebi outro anúncio de vagas na minha “área de atuação” (sic). Mas aí ponderei e vi que será muito difícil eu voltar a ter um emprego com horário e patrão. Em todo caso, deixei em aberto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, naquele dia em que comprei a revista, cheguei em casa, morrendo de cansaço, deixei dar meia-noite pra pegar a tarifa de domingo, e comecei a escrever este blog.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2965509-3508497?l=rocharicr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2965509/posts/default/3508497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2965509/posts/default/3508497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rocharicr.blogspot.com/2001_04_29_archive.html#3508497' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935224292363316535</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2965509.post-3104992</id><published>2001-04-07T15:38:00.000-03:00</published><updated>2001-04-07T15:39:44.043-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Por alguma razão, achei que esse texto, originalmente em &lt;a href="http://rocharics.blogspot.com"&gt;Dias&lt;/a&gt;, devia estar aqui tb:&lt;br /&gt;(é, afinal, parte de meu perfil)&lt;br /&gt;	Perdi horas, e a do almoço, lendo a &lt;A HREF="http://www.uol.com.br/revistadaweb"&gt;Web&lt;/A&gt; deste mês. Engraçado, quando eu lia a sua irmã mais velha, a  esnobe &lt;A HREF="http://www.infoexame.com.br"&gt;Info&lt;/A&gt;, não suportava mais que uns quinze minutos, imagina perder a única refeição do dia!... Aí, quando dei pela hora, fiquei me perguntando por que seria. &lt;br /&gt;	Afinal, são em tese a mesma coisa, jornalisticamente inclusive são os mesmos articulistas, quase diria que são o mesmo  tipo de &lt;A HREF="http://www.veja.com.br"&gt;Veja&lt;/A&gt; da informática - não tivesse a própria Veja sua "Vida digital". E, indo mais além, há uma proposta global da Editora Abril, cada uma tendo um público-alvo diferente mas, naturalmente, a mesma ideologia - que não cabe aqui discutir.&lt;br /&gt;	 E, em tese, pra quem tem, como eu,  necessidades científicas (não tecnológicas: a ciência é do técnico, a tecnológica do gerente que decide quando uma deve se transformar na outra com fins de produção), o foco meramente tecnológico atrapalha. Por isso, acabo usando a rede apenas para pesquisa e comunicação que, de resto, é como ela era, naquele velho caminho entre a UCLA e o SRI, originalmente usada.  &lt;br /&gt;	Desnecessário dizer também que "lazer" solitário na frente de uma tela &lt;A HREF="http://brasil.salutia.com"&gt;nociva&lt;/A&gt;à saúde é algo, no mínimo, um pouco estranho e passar mais que duas, três horas no máximo, aí, sem nada que te obrigue a isso, deveria ser uma flagrante deformação do ser. &lt;br /&gt;	Inclusive a mesma Revista da Web mês passado teve um suplemento bem pretensioso, "Odisséia Digital", que conseguiu seu intuito, pois uma carta disse que, "mais que uma história da internet, foi uma historia do próprio homem (selá...)", ou algo assim. A Web, quero dizer, a revista,  como sua proposta de internet sem mistérios e com prazer, chega bem mais perto de ser o que talvez nem imagine, isto é, um reflexo do próprio homem. Porque é isso. Tem de tudo. É, muito mais que a tal odisséia, um reflexo do Homem - porque, de fato, a rede o é. Então, aonde eu queria chegar que perdi o meu almoço? Por quê?&lt;br /&gt;	Basicamente, acredito, aconteceu por que eu gosto de estar conectado quando preciso estar; e a revista supre as expectativas nesse sentido, enquanto a Info afaga teu ego profissional sem dar de fato nenhum acréscimo vivencial. Um exemplo simples: é legal descobrir como encontrar um &lt;A HREF="http://www.precisa-se.com.br"&gt;emprego&lt;/A&gt;, um  &lt;A HREF="http://www.literature.com"&gt;livro&lt;/A&gt; para ler, um  &lt;A HREF=http://www.imdb.com"&gt;filme&lt;/A&gt; para ver, &lt;A HREF=http://www.allmusic.com"&gt;musica&lt;/A&gt;,  &lt;A HREF="http://viacarla.com"&gt;fotografia&lt;/A&gt;, como fazer um &lt;A HREF="http://www.garden.com.br"&gt;jardim&lt;/A&gt;, cuidar do &lt;A HREF="http://www.dogtimes.com.br"&gt;cachorro&lt;/A&gt; ou seja,  links &lt;i&gt;para a vida&lt;/i&gt; - e seu próprio reflexo. É loucura uma internet com fim em si mesma, falando em panelas de tecnologias - Asp, Java, PHP etc -, como se falasse da vida, e do trabalho para a subsistência como se fosse a subsistência mesma - de oportunidades de emprego, por exemplo, como se fossem descobertas de vida, do e-book ou do absurdo de ler um livro na tela, como se isso fosse o cerne da questão - não o conteúdo do livro.  &lt;br /&gt;	O que o internauta precisa, como os não-internautas, é descobrir-se como ser humano. 	Como dizia  &lt;A HREF="http://www.mundodosfilósofos.com.br"&gt;Dewey&lt;/A&gt;, o necessário é  crescer e esse só é possível pela educação e o alvo de qualquer ordem, como a política por exemplo, deve ajudar as pessoas a se desenvolverem como pessoas. Mas todo crescimento, por força da natureza, tem de parar. E aí, o importante é a sabedoria consiste em deixar o pensamento superar o instinto e parar em um nível onde o que há não é mais sobrevivência mas entendimento.         &lt;br /&gt;	Na verdade, toda a imprensa, a chamada mídia - quarto poder que nada, é o primeiro - tem, uma proposta bem semelhante - cada uma oferece seu clímax próprio, nesse pedaço de terra de ninguém, dito decadente e renegado por outros acadêmicos, acusada de mediocridade, e acaba conquistando por um poder extraordinário de sedução  - mais que 15 minutos de fama, meu &lt;A HREF="http://concatenum.com.br"&gt;amigo&lt;A/&gt;, mais que isso...&lt;br /&gt;	É sempre fascinante, como o salão das duquesas européias do século passado, regurgitando de gente sequiosa do convívio que impunha nobreza às pessoas, qual epitáfio à sepultura, ao qual não resistiam mesmo os artistas autênticos da época - perdendo-se em saraus inócuos como se inexistisse o juízo das gerações futuras.     &lt;br /&gt;	Se um dia a vida fosse realmente valer a pena, esta vida neste planeta, teria de ser por uma razão que está ali implícita por todas as páginas da Revista da Web, não importa se a de Literatura , a matéria de Poesia, o artigo do e-déias. Mostra o que se vê navegando duas horas na rede: A razão para a vida valer a pena seria compreender as coisas. E duas horas na rede, meio sem rumo, mostra o quanto estão todos - sem rumo. &lt;br /&gt;	As mulheres, por exemplo, ah, faziam barulho nos anos 60/70, queriam igualdade, não ser objetos... Capas de revistas masculinas mostram a realidade desse ideal. Mas, de um modo ou de outro, elas conquistaram sim um espaço, conquistaram direitos e levaram séculos para isso, conquistaram liberdade, de expressão principalmente, sexual etc. E agora, que conquistaram a liberdade, não sabem o que fazer com ela - o discurso geral é de uma total insatisfação apesar da realização, passe o paradoxo. &lt;br /&gt;	 Os homens, os ainda senhores do pedaço, quando não estão movidos pela simples negação do prazer - a saber, fazer do que é sensual objetivo de vida- fazem meta de uma satisfação negativa, ou seja, o alívio antecipado do sofrimento, qual uma prolepse, o bem-estar antes que venham os dias maus que andam chegando pra todo mundo. E é isso que move o mundo, não o dinheiro, que ganhou a fama, mas não passa de um instrumento esdrúxulo para o alcance do inalcançável, a insaciabilidade do desejo. &lt;br /&gt;	Todos supostamente lutam a luta que se convencionou justa, a da igualdade dos homens. Pura incompreensão da vida: a igualdade dos homens retiraria da existência um elemento fundamental, a própria luta, e, sem luta, viria o tédio. Uma lidinha na coluna do &lt;A HREF="http://www2.uol.com.br/vip"&gt;Aran&lt;/A&gt; diz tudo.  No fundo, ele é um bom sujeito. Mas também não sabe, pelo jeito, exatamente o que fazer com o status que adquiriu. &lt;br /&gt;	Se somos casados, estamos insatisfeitos e buscamos aventura fora do casamento; se temos montes de aventura, então ansiamos a paz do porto seguro de uma família estável; em sociedade, comemos o fígado uns dos outros, na solidão, nos sentimos... sozinhos - aí a salvação da lavoura: abrir a caixa de e-mail! mandar uma mensagem de ICQ... Tipo desespero de causa; e o pior que é exatamente isso. Numa dimensão mais ampla, genérica, a situação é dramática; mas em detalhe, enquanto vamos nos aproximando, é a mais pura comédia.. &lt;br /&gt;	O otimismo é uma desgraça e o pessimismo uma burrice. A vida, o prazer de viver, está entre o suicídio e o tédio, ou seja, não o encontra quem está desesperado, mas também não quem está conformado a isso que temos como vida. Quem ama a abundância nunca se farta da renda e quem quer o prazer de viver pelos padrões seculares corre atrás do vento. &lt;br /&gt;	Resta então compreender. Ouvidos para ouvir e olhos para ver. E não venda-los e, sentindo-nos livres com o vento a bater no rosto, correr na direção do abismo. &lt;br /&gt;	&lt;A HREF="http://www.submarino.com.br"&gt;Pascal&lt;A/&gt; que o diga.  &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2965509-3104992?l=rocharicr.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2965509/posts/default/3104992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2965509/posts/default/3104992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rocharicr.blogspot.com/2001_04_01_archive.html#3104992' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08935224292363316535</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
